Exercício é Medicina?

Atualizado: 2 de Jan de 2019


Em 2010, ainda em pleno império das directrizes de várias instituições de fitness "credíveis", Kolber e a sua equipa alertaram para a elevada prevalência de lesão na prática recreativa de fitness. Estes autores verificaram um aumento de 35% nos índices de lesão entre 2000-2010. Estes dados representam que 30% dos praticantes sofriam de uma lesão severa o suficiente para procurar cuidados médicos.


Com o avançar de quase mais uma década, apesar do aumento do sedentarismo e da incapacidade motora das populações, as "tendências" do fitness, muito estranhamente, moldam-se cada vez mais invasivas, complexas e fisicamente exigentes. Com isto, chegados a 2018, depois de outros 10 anos a tentar aumentar o número de praticantes de exercício físico programado em Health Clubs - e de não conseguirmos! - os índices de lesão não melhoraram, só pioraram!


Abrem clubes às centenas, instauram-se modalidades de cunho altamente desportivo e competitivo para TODOS (sem a mínima preparação, nem de longe...). É tudo cada vez mais instável, cada vez mais pesado, cada vez mais intenso, de execução cada vez mais explosiva. Qual o resultado? De facto, nota-se uma melhoria da composição corporal com este modo operacional, mas À CUSTA DE ÍNDICES DE LESÃO QUE AGORA ATINGEM OS 75%, com 7% a necessitarem intervenção cirúrgica. É de referir, ainda, que 80% destas lesões são músculo-esqueléticas (ME), ou seja, as modalidades que se propõem a melhorar o aparelho ME estão a resultar no contrário. É ESTE O PREÇO DA ESTÉTICA E DO FITNESS PLÁSTICO! E de que nos valeram as feiras de "novas tendências", os congressos de gestão e de coaching? (...) Talvez tenham sido importantes, por outros motivos... mas carecemos de feiras e congressos técnicos e científicos - precisamos de EDUCAÇÃO.


Ora, exercício é medicina? É, claro, o fitness é que ainda não! Está na mão de cada um de nós: enquanto nos preocuparmos mais com aparecer ao lado dos patrões nos congressos de gestão, os nossos clientes vão continuar a fazer parte dos 75% que referi acima.


(Smith, 2004; Bruce-Low, 2007; Kolber, 2010; Fisher, 2014; Hak, 2014; Weisenthal, 2014; Hopkins, 2017; Mehrab, 2017; Montalvo, 2017; Claudino, 2018)


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