Ir à falha, ou não?

Hoje resolvi partilhar em exclusivo para os alunos do Curso REP - e acerca de um assunto que tem estado no centro das discussões do Treino com Resistências (TR), o debate acerca da Intensidade das séries. A dúvida tem persistido: devemos chegar à falha muscular momentânea (FMM) ou não (não-FMM) para otimizar os ganhos de força?


Uma recente revisão com metanálise (1) tem dado que falar nas redes sociais, sendo usada como argumento do "fim do debate" sobre se devemos ou não chegar ao ponto de FMM no final da série. O referido artigo compararou os efeitos crónicos na força, decorrentes do treino com séries até FMM ou não-FMM. Os resultados revelaram que as adaptações são similares entre os dois modos de treino, independentemente do volume, experiência de treino ou tipo de exercícios - não houve diferenças significativas entre grupos. No entanto, baseados numa ligeira tendência percentual favorável à não-FMM, os autores concluíram que "é desnecessário executar treino até à falha para maximizar a força ... o treino à falha deve ser feito de forma rara para limitar o risco de lesão e de sobre-treino" (Davies e col., 2015).


E assim se encheu o Facebook e o Instagram deste "movimento anti-falha" - e os gurus vieram à carga, soltando "postas de pescada" com o Timothy D