A Biomecânica por detrás da Osteoartrose

Atualizado: 14 de mai.

Osteoartrose (OA) é uma doença crónica multifatorial, caracterizada pela degeneração da estrutura e função dos tecidos peri articulares (1-4; 6; 11; 12; 24; 29; 30), de onde se ressalva a perda de cartilagem articular – a qual, apesar da sua estrutura virtualmente perene, como vimos no artigo “Osteoartrose e Exercício” (20), não o é. Este fenómeno degenerativo afeta principalmente as articulações do joelho, anca e mãos (1; 2; 11; 12; 17; 18; 28-30), sendo atualmente uma das maiores condicionantes de incapacidade física (1; 2; 4; 12; 17; 18; 23; 28-30).


Atualmente, a OA não tem cura, cingindo-se o “tratamento” à redução da dor e melhoria da função articular (1; 11; 12; 17; 24; 29), elevando o papel fundamental dos profissionais de fisioterapia (na melhoria/gestão da dor) e de exercício físico (na melhoria da função neuro musculo articular) como promotores de uma maior qualidade de vida desta doença silenciosa. De facto, quando se instala um quadro de dor, a OA já está num nível avançado (2; 3; 11), devido ao facto de a cartilagem articular ser desenervada e avascularizada (2-4; 15; 21). Para complicar ainda mais, existe uma baixa correlação entre evidência radiográfica e dor em pessoas que possuem OA – muitos dos que possuem a patologia confirmada radiologicamente são assintomáticas e vice-versa (2; 10; 12).