A força das metanálises...

Duas recentes metanálises (Schoenfeld, 2016/2017), apesar de terem verificado não haver diferenças significativas na força ou hipertrofia, quer as cargas sejam elevadas ou baixas - desde que levadas até à falha - fizeram uso das estimativas da magnitude dos efeitos para concluir que existia uma tendência para as cargas elevadas serem superiores. Mesmo que seja verdade, devemos considerar o uso de cargas elevadas um risco demasiado alto, para seguirmos apenas uma "tendência". Depois, as metanálises tendem a herdar as falhas metodológicas dos estudos analisados (Arruda, 2016; Carpinelli, 2017), sendo habitual considerarem estudos com grande heterogenia de protocolos de treino e de testes de medição de força e hipertrofia - não raras vezes, consideram estudos com diferentes definições da variável intensidade (Gentil, 2017) - a este respeito, esta duas metanálises de Schoenfeld não fogem à crítica. Tanta diversidade metodológica incluída numa só metanálise, que tenta concluir um resultado único, irá literalmente amplificar os erros dos estudos considerados.


De qualquer modo, deixo aqui 2 excertos, diretos do corpo do texto das referidas metanálises, para que se perceba que não é imprescindível usar cargas elevadas para o aumento de força e massa muscular no contexto de fitness e saúde: