Exercício é Medicina?


Em 2010, ainda em pleno império das directrizes de várias instituições de fitness "credíveis", Kolber e a sua equipa alertaram para a elevada prevalência de lesão na prática recreativa de fitness. Estes autores verificaram um aumento de 35% nos índices de lesão entre 2000-2010. Estes dados representam que 30% dos praticantes sofriam de uma lesão severa o suficiente para procurar cuidados médicos.


Com o avançar de quase mais uma década, apesar do aumento do sedentarismo e da incapacidade motora das populações, as "tendências" do fitness, muito estranhamente, moldam-se cada vez mais invasivas, complexas e fisicamente exigentes. Com isto, chegados a 2018, depois de outros 10 anos a tentar aumentar o número de praticantes de exercício físico programado em Health Clubs - e de não conseguirmos! - os índices de lesão não melhoraram, só pioraram!


Abrem clubes às centenas, instauram-se modalidades de cunho altamente desportivo e competitivo para TODOS (sem a mínima preparação, nem de longe...). É tudo cada vez mais instável, cada vez mais pesado, cada vez mais intenso, de execução cada vez mais explosiva. Qual o resultado? De facto, nota-se uma melhoria da composição corporal com este modo operacional, mas À CUSTA DE ÍNDICES DE LESÃO QUE AGORA ATINGEM OS 75%, com 7% a necessitarem intervenção cirúrgica. É de referir,