Vibração e Força

Atualizado: 14 de mai.

Acerca dos efeitos das plataformas vibratórias (PV) na força serei breve e começarei pelas questões mais óbvias: porque traria melhorias na força o treino numa superfície altamente instável como esta? Porque julgaríamos que vibrar o corpo todo como um "terramoto" faria o sujeito produzir mais força? A ser verdade, seria uma violação dos princípios mais básicos da fisiologia neuro-motora: quanto maior a instabilidade, menor a produção de força e menor a atividade neural relativa nos músculos atingidos (1,2). Aliás, a vibração de corpo inteiro está muito pouco estudada, mas tem sido evidente, desde os anos 70, que a vibração muscular pode desregular os receptores aferentes, causar ilusão de movimento e posição, levando a alterações posturais e a uma depressão pós-ativação - perda de força aguda (3). Devo acrescentar ainda que, se treino funcional requer a preparação do cliente para melhor lidar com o seu contexto diário, então qualquer situação instável não se enquadra nesta especificidade (2) - as PV oferecem um contexto raro no nosso dia-a-dia. Em boa verdade, uma cuidada análise revela que uma "simples" máquina de musculação será muito mais específica, pois que lidamos com o levantamento de massa em pontos de suporte estável. Mas o argumento dos defensores destes gadgets será que "quando usamos as PV estamos a fazer exercícios também com levantamento de massa (halteres ou peso corporal, por exemplo)". Sim! mas então teremos de comparar os mesmo exercícios executados com PV e SEM PV. Vejamos o que nos diz a ciência:


ATENÇÃO: só considerei artigos de revisão que fizeram questão de comparar o treino em PV com um grupo de controlo que também fazia exercícios idênticos SEM PV - é indiscutível que o exercício com PV seja melhor que nada fazer, principalmente em sedentários (estes já