Exercício e Fibromialgia

Atualizado: 14 de mai.

Vivemos num mundo de fácil informação, ou algo que possa facilmente ser confundido com isso. Os rápidos meios de comunicação, e alguma falta de discernimento por parte do leitor, faz com que seja fácil a propagação de ideias que rapidamente são transformadas em verdades absolutas. Efémeras, mas satisfatórias para o nosso ego!





Carl Sagan, já há alguns anos, publicou um livro sobre a importância de procurarmos a ciência para refutar ou provar as nossas crenças [1]. As crenças foram bastante úteis nos primórdios da evolução humana e devemos respeitar isso. Porém, atualmente, dispomos de desenvolvimento tecnológico que permite à ciência verificar se estas crenças são, ou não, válidas. Este espírito de “não resignação” com o nosso próprio “ego intelectual” já havia sido expressada por Kant: “Avalia-se a inteligência de um indivíduo pelo número de incertezas que ele é capaz de suportar”. Parece antagónico com a aproximação à verdade, porém ser um constante autocrítico será, a meu ver, importante para não cairmos no conforto da verdade não provada!




Ora, no contexto que abordo aqui hoje, importa investigar e pensar nas vantagens dos diferentes tipos de treino para a Fibromialgia. Esta doença crónica - e por isso com fases de maior/menor expressão - é caracterizada por dores frequentes em pontos anatómicos específicos [2]. É uma condição que afeta os tecidos fibrosos (“fibro”) e musculares (“mio”) provocando dores (“algia”) sem que isso implique lesões concretas e por isso difícil para o pac